No último domingo, uma cena chocante abalou a cidade de Blumenau, no Vale do Itajaí. Um homem de 39 anos entrou em uma loja de conveniência de um posto de combustíveis e jogou gasolina em sua ex-companheira, tentando incendiá-la. O caso de tentativa de feminicídio aconteceu na Rua 2 de Setembro, no bairro Itoupava Norte, onde a mulher trabalhava.
O ato de violência foi registrado pelas câmeras de segurança do local. Nas imagens, é possível ver o homem entrando na loja e jogando gasolina na mulher, que estava atrás do balcão. Por sorte, ela conseguiu se afastar e evitar que as chamas se alastrassem pelo seu corpo. O agressor ainda tentou atear fogo, mas foi impedido por outras pessoas que estavam no posto.
Após a tentativa de feminicídio, o homem foi detido pela polícia e encaminhado à delegacia. De acordo com informações, ele já tinha histórico de violência doméstica contra a ex-companheira. A vítima, que não teve sua identidade revelada, foi encaminhada ao hospital para receber atendimento médico.
Infelizmente, esse é mais um caso de violência contra a mulher que acontece em nosso país. Segundo dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, só no primeiro semestre de 2021, foram registradas mais de 105 mil denúncias de violência contra a mulher, sendo que 66% das vítimas são mulheres negras.
É importante ressaltar que a violência contra a mulher não é um problema isolado, mas sim um reflexo de uma sociedade machista e patriarcal. O feminicídio, que é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, é a forma mais extrema dessa violência. E é preciso que a sociedade se mobilize e combata esse tipo de crime, não somente quando acontece uma tragédia, mas no dia a dia, promovendo a igualdade de gênero e o respeito às mulheres.
É preciso que as autoridades tomem medidas efetivas para prevenir e punir os agressores, além de oferecer suporte às vítimas. A lei Maria da Penha, que completou 15 anos em agosto, é uma importante ferramenta de proteção às mulheres, mas ainda é preciso avançar na sua aplicação e fiscalização.
Além disso, é fundamental que a sociedade se conscientize sobre o problema e se engaje na luta contra a violência de gênero. É preciso desconstruir o machismo e o patriarcado, que naturalizam e legitimam a violência contra a mulher. É necessário que homens e mulheres se unam para construir uma cultura de respeito e igualdade.
Para a ex-companheira do agressor, essa pode ter sido a tentativa de feminicídio mais próxima de se tornar realidade, mas para muitas mulheres, infelizmente, essa é uma realidade constante. É preciso que a sociedade se sensibilize e aja para que esses casos não se repitam.
Que casos como esse sirvam de alerta para que a violência contra a mulher seja combatida e não seja mais tolerada em nossa sociedade. Que a luta pela igualdade de gênero seja cada vez mais forte e que as mulheres possam viver sem o medo e a violência que as cercam.



