O Tribunal de Contas da União (TCU) negou a suspensão do leilão do Tecon Santos 10, que estava previsto para acontecer no dia 10 de setembro deste ano. A decisão foi tomada após uma representação feita pelo Ministério Público, que contestava o edital do leilão por restringir a participação de operadores já ativos em Santos.
O relator do caso, ministro Bruno Dantas, admitiu a possibilidade de restrições na participação dos operadores, mas ressaltou que o objetivo do leilão é garantir a competitividade e a eficiência do serviço portuário em Santos. Segundo ele, a restrição pode ser justificada pelo fato de que os operadores já ativos possuem vantagens competitivas em relação aos novos entrantes.
O Tecon Santos 10 é um terminal de contêineres localizado no Porto de Santos, considerado o maior da América Latina. O leilão é uma oportunidade para a concessão do terminal à iniciativa privada, com o objetivo de melhorar a gestão e a operação do porto, além de aumentar a capacidade de movimentação de cargas.
A decisão do TCU foi recebida com otimismo pelo setor portuário. O presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Jesualdo Silva, afirmou que a decisão do tribunal é positiva para o desenvolvimento do setor e para a economia brasileira como um todo. Ele ressaltou que a concessão do Tecon Santos 10 é importante para a modernização do porto e para a atração de investimentos.
Além disso, a decisão do TCU também foi elogiada pelo Ministério da Infraestrutura. O ministro Tarcísio Gomes de Freitas afirmou que o leilão do Tecon Santos 10 é um marco para o setor portuário brasileiro e que a concessão do terminal trará benefícios para toda a cadeia logística do país.
O leilão do Tecon Santos 10 faz parte do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), criado pelo governo federal com o objetivo de atrair investimentos privados em projetos de infraestrutura. O programa tem como foco a modernização e a melhoria da eficiência dos serviços públicos, por meio de parcerias com a iniciativa privada.
O edital do leilão do Tecon Santos 10 foi lançado em maio deste ano e prevê a concessão do terminal por um período de 25 anos. O investimento mínimo exigido é de R$ 219 milhões, e a expectativa é de que a concessão gere cerca de R$ 1,3 bilhão em investimentos ao longo do contrato.
Além disso, a concessão do Tecon Santos 10 deve gerar mais de 300 empregos diretos e indiretos, além de aumentar a capacidade de movimentação de cargas no porto. Com isso, espera-se que haja um aumento na competitividade do setor portuário brasileiro, beneficiando tanto os exportadores quanto os importadores.
A decisão do TCU de negar a suspensão do leilão do Tecon Santos 10 é uma vitória para o setor portuário e para a economia brasileira. A concessão do terminal é fundamental para a modernização do Porto de Santos e para a atração de investimentos privados, que serão essenciais para o desenvolvimento do país.
Com a decisão do tribunal, o leilão está mantido para o dia 10 de setembro, e espera-se que haja uma grande disputa entre os interessados em assumir a concessão do Tecon Santos 10. O sucesso do leilão será mais um passo importante para o fortalecimento do setor portuário brasileiro e para o crescimento da economia do país.



