A indústria da música está sempre em constante evolução e a cada ano somos apresentados a novos artistas e novas produções. No entanto, existem algumas bandas que conseguem se manter relevantes e conquistar fãs fiéis ao longo dos anos. Uma delas é a banda de rock alternativo, The Strokes, que recentemente lançou seu quarto álbum de estúdio, intitulado “The New Abnormal”.
Formada em 1998 na cidade de Nova York, a banda é composta por Julian Casablancas (vocal), Nick Valensi (guitarra), Albert Hammond Jr. (guitarra), Nikolai Fraiture (baixo) e Fabrizio Moretti (bateria). Com um som que mescla influências do indie rock e do punk, o The Strokes conquistou fãs ao redor do mundo com seus três primeiros álbuns: “Is This It” (2001), “Room on Fire” (2003) e “First Impressions of Earth” (2006).
Após um hiato de sete anos, a banda voltou à ativa em 2013 com o lançamento do álbum “Comedown Machine”. No entanto, foi com “The New Abnormal” que o The Strokes mostrou ao mundo sua maturidade e criatividade, consolidando-se como uma das principais bandas de rock da atualidade.
O álbum, lançado em abril de 2020, conta com nove faixas e foi produzido por Rick Rubin, renomado produtor musical que já trabalhou com artistas como Red Hot Chili Peppers, Johnny Cash e Adele. Desde o primeiro single, “At the Door”, lançado em fevereiro deste ano, os fãs já puderam sentir a evolução sonora da banda. Com uma batida eletrônica e sintetizadores, a música apresenta uma sonoridade diferente do que os fãs estavam acostumados, mas sem perder a essência do The Strokes.
O álbum segue com músicas como “Bad Decisions” e “Brooklyn Bridge to Chorus”, que trazem um mix de guitarras e sintetizadores, mostrando a versatilidade e a criatividade da banda. Em “Eternal Summer”, a banda apresenta uma balada com uma letra melancólica, que retrata o sentimento de nostalgia e saudade. Já em “Why Are Sundays So Depressing”, a banda aborda temas como ansiedade e depressão, mostrando sua maturidade e sensibilidade em suas composições.
Além das músicas já mencionadas, o álbum conta com faixas como “Selfless”, “Not the Same Anymore”, “Ode to the Mets” e “The Adults Are Talking”, que mostram a evolução musical da banda e sua capacidade de se reinventar sem perder sua identidade.
Não é apenas na sonoridade que o The Strokes mostra sua maturidade e criatividade em “The New Abnormal”. As letras das músicas também são um destaque, abordando temas mais profundos e pessoais, diferente dos álbuns anteriores que eram mais focados em relacionamentos e no estilo de vida da banda.
Além disso, o álbum também traz uma arte de capa intrigante, que retrata o quadro “Bird on Money”, do artista americano Jean-Michel Basquiat. A escolha da capa mostra a influência da arte na banda e como ela é capaz de transmitir mensagens e emoções.
“The New Abnormal” foi muito bem recebido pela crítica e pelos fãs, alcançando o topo das paradas musicais em diversos países. O álbum também foi indicado ao Grammy Awards de 2021, na categoria de “Melhor Álbum de Rock”.
Em resumo, “The New Abnormal” é um álbum que mostra a evolução e a maturidade do The Strokes como banda, sem perder



