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Califórnia aprova 13 leis para controlar IA e redes sociais de menores

Califórnia aprova 13 leis para controlar IA e redes sociais de menores
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Califórnia aprova 13 leis para controlar IA e redes sociais de menores

A legislação IA redes sociais menores na Califórnia representa um marco significativo na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. O governador Gavin Newsom assinou, na quinta-feira (10), um conjunto de 13 leis que transformam completamente as regras para assistentes de inteligência artificial e plataformas de redes sociais, estabelecendo novos padrões de segurança online para usuários menores de idade.

Protocolos de Crise em Assistentes de IA

Uma das medidas mais importantes exige que serviços de inteligência artificial, como ChatGPT, Gemini e Claude, implementem protocolos de crise robustos. Esses protocolos devem ser acionados quando os sistemas detectarem sinais de que usuários estão planejando cometer suicídio ou apresentam comportamentos de automutilação.

Além dos protocolos de emergência, a legislação obriga que essas plataformas ofereçam controles parentais efetivos. Os pais e responsáveis também recebem notificações automáticas quando crianças e adolescentes tentam desativar recursos de segurança, permitindo uma supervisão mais eficiente do uso dessas ferramentas por menores.

Essas medidas integram o que ficou conhecido como Lei Adam, em homenagem a Adam Raine, um jovem de 16 anos que faleceu em circunstâncias envolvendo orientações recebidas do ChatGPT, segundo informações de seus pais. A lei representa a resposta legislativa aos riscos específicos enfrentados por menores ao interagir com sistemas de inteligência artificial.

Restrições a Recursos Viciantes em Redes Sociais

Para plataformas como Instagram e TikTok, a Califórnia aprovou uma lei que proíbe explicitamente a oferta de recursos considerados viciantes para usuários menores de 16 anos. Essa restrição tem como objetivo reduzir a dependência psicológica de adolescentes pelas redes sociais.

As plataformas agora ficam impedidas de utilizar reprodução automática contínua de vídeos, uma prática conhecida por manter usuários engajados por períodos prolongados. Igualmente proibido é o algoritmo de sugestão de conteúdo baseado no histórico de navegação de menores, que personaliza feeds de forma a maximizar o tempo de permanência na aplicação.

Essa abordagem representa uma mudança fundamental na forma como as redes sociais precisam operar em relação ao público infantil e adolescente, priorizando bem-estar mental sobre métricas de engajamento.

Ampliação de Crimes de Exploração Sexual Infantil

Uma terceira lei aprovada amplia significativamente a definição legal de exploração sexual infantil no estado. Agora, a lei inclui a veiculação de materiais que foram alterados digitalmente ou gerados através de inteligência artificial para retratar menores em situações de conduta sexual.

Essa expansão legal reconhece os novos riscos criados pela tecnologia de manipulação de imagens e vídeos, protegendo crianças contra formas contemporâneas de abuso digital que não existiam quando as leis anteriores foram criadas.

Contexto Nacional e Resistência Judicial

A Califórnia posiciona-se como um dos estados americanos mais proativos na regulação de assistentes de inteligência artificial e redes sociais para menores. Outros governos estaduais também aprovaram legislação semelhante, incluindo leis que exigem consentimento parental para menores usarem redes sociais.

No entanto, essas medidas enfrentam significativa resistência das próprias plataformas. As grandes empresas de tecnologia contestam judicialmente várias dessas leis, argumentando que as restrições violam direitos constitucionais de liberdade de expressão. Essas batalhas legais devem se intensificar nos próximos meses, determinando o futuro da regulação tecnológica no país.

Implicações para o Setor de Tecnologia

A aprovação dessas 13 leis sinaliza uma mudança clara na política americana em relação à tecnologia e proteção infantil. Grandes tecnológicas como Meta, TikTok, Google e outras plataformas terão que adaptar seus modelos de negócio, pelo menos para usuários californianos, removendo funcionalidades que antes eram centrais para seus algoritmos de monetização.

Espera-se que outras jurisdições sigam o exemplo californiano, criando um efeito cascata regulatório. A Califórnia, sendo o estado mais populoso dos EUA e sede de muitas gigantes tecnológicas, tem influência desproporcional na conformação de padrões industria

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