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Gilberto Gil lança 'Tempo rei' em álbum ao vivo com quatro volumes

Gilberto Gil lança 'Tempo rei' em álbum ao vivo com quatro volumes
Fonte: g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2026/06/19/gilberto-gil-perpetua-turne-tempo-rei-em-album-ao-vivo-com-quatro-volumes.ghtml

Álbum ao vivo perpetua turnê histórica de Gilberto Gil

O lendário cantor, compositor e violonista baiano Gilberto Gil imortaliza sua icônica turnê "Tempo rei" através de um álbum ao vivo revolucionário, dividido em quatro volumes. A produção audiovisual documenta a excursão que atravessou arenas e estádios brasileiros entre 15 de março de 2025 e 28 de março de 2026, representando o que foi anunciado como a última grande turnê artística do renomado músico.

Lançamento do primeiro volume em data emblemática

O primeiro volume do álbum ao vivo Gilberto Gil chega aos mercados físico e digital na próxima sexta-feira, 26 de junho, uma data de especial significado: marca o 84º aniversário de nascimento do artista baiano. A edição fonográfica é coordenada pela Gege Produções e reúne oito composições que formaram o núcleo central do roteiro da turnê.

Composição e registros audiovisuais do disco inaugural

O álbum "Tempo rei – Ao vivo (Vol. 1)" apresenta oito faixas majoritariamente autorais, acompanhadas por registros audiovisuais exclusivos de cada performance. Os vídeos foram dirigidos por Rafael Dragaud e editados por Joana Swan, criando uma experiência imersiva que captura a essência das apresentações ao vivo. A música "Palco", que abriu o setlist da turnê em arenas brasileiras, foi selecionada como foco promocional do projeto e abre a sequência de faixas do disco.

Tracklist completo do primeiro volume

O primeiro volume do álbum ao vivo reúne oito composições históricas de Gilberto Gil e colaboradores, cada uma registrada em uma cidade brasileira diferente. A primeira faixa é "Palco", composta em 1980, gravada ao vivo em São Paulo. "Banda um" (1982) foi capturada em Fortaleza, consolidando a variedade geográfica das apresentações.

A terceira faixa é a música-título "Tempo rei" (1984), registrada em Belo Horizonte com uma citação vocal de "Aqui e agora" (1977), ambas composições de Gil. Na sequência, "Eu só quero um xodó", parceria entre Dominguinhos e Anastácia de 1973, também foi gravada na capital mineira. "Eu vim da Bahia" (1965), composição que faz referência à terra natal do artista, foi registrada em Belo Horizonte com citação vocal de "Meu divino São José", tema de domínio público.

"Procissão" (1965), parceria entre Gilberto Gil e Edy Star, marca o registro carioca do álbum, sendo gravada no Rio de Janeiro. "Domingo no parque" (1967), uma das composições mais icônicas de Gil, traz o registro ao vivo de Belém. O álbum encerra com "Cálice" (1973), parceria memorável entre Gilberto Gil e Chico Buarque, gravada em Belo Horizonte com citação instrumental de "Bat macumba" (1968), parceria entre Gil e Caetano Veloso.

Cronograma de lançamentos previstos

Enquanto o primeiro volume chega ao mercado em junho, a distribuição dos volumes seguintes prosseguirá ao longo do segundo semestre de 2026. O quarto e último volume do álbum ao vivo Gilberto Gil está programado para lançamento em novembro, completando o projeto audiovisual de documentação da turnê histórica. Adicionalmente, em novembro será lançada uma caixa especial contendo a edição de todos os quatro discos em formato LP, destinada aos colecionadores e admiradores mais dedicados da obra do artista.

Significado histórico da turnê e sua preservação

A turnê "Tempo rei" representou uma oportunidade rara para os fãs de Gilberto Gil vivenciarem um retrospectivo completo de sua trajetória musical em um único show. Ao converter essa experiência em álbum ao vivo com componente audiovisual robusto, a produção garante que as gerações futuras possam acessar os registros dessa excursão artística emblemática. A escolha de diferentes cidades para gravar cada faixa adiciona dimensões geográficas e culturais ao projeto, refletindo a amplitude territorial da turnê pelo Brasil.

A estrutura em quatro volumes permite uma distribuição estratégica do conteúdo, mantendo o interesse do público ao longo de vários meses. Essa abordagem inovadora combina tradição fonográfica com contemporaneidade audiovisual, posicionando o projeto como documento histórico da obra de um dos maiores compositores da música brasileira.

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