O Canadá, um dos principais países exportadores de produtos agrícolas e da pesca, deu um importante passo na defesa de seus interesses comerciais ao lançar um novo procedimento junto à Organização Mundial do Comércio (OMC). O objetivo é contestar os direitos aduaneiros aplicados pela China sobre esses produtos, o que tem impactado significativamente as exportações canadenses para o país asiático. A ação foi anunciada pela OMC nesta terça-feira (10), o que traz esperança para os produtores canadenses e fortalece a posição do país no cenário internacional.
A disputa entre Canadá e China começou em 2019, quando o governo chinês impôs direitos aduaneiros de até 80,5% sobre as importações de cevada canadense, alegando a existência de subsídios injustos para os produtores canadenses. Além disso, a China também aplicou tarifas sobre a importação de carne suína e de gado vivo do Canadá, o que afetou diretamente as exportações desses produtos para o país asiático.
Essas medidas tomadas pela China foram consideradas injustas e desproporcionais pelo Canadá, que buscou resolver a questão por meio de negociações bilaterais. No entanto, após várias tentativas sem sucesso, o país decidiu recorrer à OMC, uma organização intergovernamental responsável por regular o comércio internacional e resolver disputas comerciais entre os países-membros.
Agora, com o novo procedimento lançado junto à OMC, o Canadá espera que a organização possa mediar um acordo justo e equilibrado entre os dois países, garantindo o acesso do país ao mercado chinês e protegendo os interesses dos produtores nacionais. A ação também demonstra a confiança do Canadá no sistema multilateral de comércio e reforça o compromisso do país em seguir as regras internacionais e buscar soluções pacíficas para as disputas comerciais.
O ministro da Agricultura e Agroalimentar do Canadá, Lawrence MacAulay, afirmou que a ação é uma medida importante para garantir que os produtores canadenses sejam tratados de forma justa e equitativa no mercado chinês. Além disso, MacAulay destacou que as exportações agrícolas e da pesca são fundamentais para a economia do país e que o Canadá está comprometido em proteger e promover esses setores.
A iniciativa do Canadá também conta com o apoio de outros países membros da OMC, que demonstraram preocupação com as medidas adotadas pela China e se juntaram ao Canadá em seu processo de contestação. Entre os países que se manifestaram a favor do Canadá estão Austrália, Brasil, União Europeia, Japão, Nova Zelândia e Estados Unidos.
A disputa comercial com a China tem afetado negativamente os produtores canadenses, que vêm enfrentando dificuldades na exportação de seus produtos e na manutenção de suas atividades. Além disso, a imposição de tarifas sobre produtos canadenses tem prejudicado a competitividade do país no mercado internacional. Com a ação na OMC, o Canadá espera reverter essa situação e garantir um comércio justo e equilibrado com a China.
O lançamento do procedimento junto à OMC é um importante passo para o Canadá na resolução dessa disputa comercial com a China. Além disso, a ação também fortalece a posição do país no cenário internacional e demonstra sua determinação em proteger os interesses de seus produtores e exportadores. A expectativa é de que a OMC possa mediar um acordo satisfatório para ambas as partes, garantindo um comércio justo e benéfico


