O Bloco de Esquerda (BE) criticou hoje as propostas do Partido Animais e Natureza (PAN) para o Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) e de benefício fiscal a organizações que emitem “obrigações verdes”. A deputada do BE, Inês Sousa Real, respondeu às críticas afirmando que “não diaboliza as empresas portuguesas que têm boas práticas”.
As declarações surgiram após o PAN ter apresentado uma proposta para a criação de um benefício fiscal para as empresas que emitam “obrigações verdes”, ou seja, títulos de dívida que financiam projetos com impacto positivo no ambiente. Além disso, o partido também propôs uma redução do IRC para as empresas que tenham uma política de remuneração justa e igualdade salarial entre géneros.
No entanto, o BE não vê com bons olhos estas propostas, considerando que “não são suficientes para combater a desigualdade e a degradação ambiental”. Para o partido, é necessário ir mais longe e implementar medidas mais abrangentes e eficazes.
Inês Sousa Real, deputada do BE, afirmou que “as propostas do PAN não são suficientes para combater a desigualdade e a degradação ambiental. É preciso ir mais longe e implementar medidas mais abrangentes e eficazes”. A deputada acrescentou ainda que “não se pode continuar a privilegiar as grandes empresas em detrimento das pequenas e médias empresas, que são as que mais sofrem com a carga fiscal”.
No entanto, a deputada do BE fez questão de esclarecer que o partido não está contra as empresas portuguesas que têm boas práticas. “Não diabolizamos as empresas portuguesas que têm boas práticas, mas é preciso que todas as empresas sejam incentivadas a adotar medidas que promovam a igualdade salarial e a sustentabilidade ambiental”, afirmou Inês Sousa Real.
A proposta do PAN para a criação de um benefício fiscal para as empresas que emitam “obrigações verdes” tem como objetivo incentivar as empresas a adotarem práticas mais sustentáveis e a contribuírem para a preservação do meio ambiente. Além disso, a redução do IRC para as empresas que tenham uma política de remuneração justa e igualdade salarial entre géneros visa promover a igualdade de género no mercado de trabalho.
Para o PAN, estas medidas são fundamentais para combater a desigualdade e a degradação ambiental, que são problemas cada vez mais urgentes na sociedade atual. O partido acredita que é necessário que as empresas assumam um papel ativo na construção de uma sociedade mais justa e sustentável.
No entanto, o BE considera que estas medidas são insuficientes e que é necessário ir mais longe. O partido defende a implementação de medidas mais abrangentes, como a criação de um imposto sobre as grandes fortunas e a revisão do sistema fiscal para torná-lo mais justo e progressivo.
Apesar das divergências entre os dois partidos, é importante destacar que ambos têm como objetivo promover uma sociedade mais justa e sustentável. O debate em torno destas propostas é fundamental para encontrar soluções que possam contribuir para um futuro melhor para todos.
Em suma, as propostas do PAN para o IRC e de benefício fiscal a organizações que emitem “obrigações verdes” geraram críticas por parte do BE, que considera que é necessário ir mais longe para combater a desigualdade e a degradação ambiental. No entanto, ambas as propostas têm como objetivo promover uma sociedade mais justa e sustentável, e é importante que o


