Um estudo recente da Pordata, uma base de dados estatísticos sobre Portugal, revelou que apenas seis em 24 governos conseguiram concluir o seu mandato desde as primeiras eleições legislativas em democracia, em 25 de Abril de 1976. Isso significa que, ao longo dos últimos 45 anos, a maioria dos governos portugueses não conseguiu cumprir o seu período de quatro anos de mandato. No entanto, o último governo liderado por António Costa, entre 2015 e 2019, foi uma exceção a essa tendência preocupante.
O estudo da Pordata analisou os mandatos de todos os governos desde a Revolução dos Cravos, em 1974, e descobriu que apenas seis conseguiram governar durante os quatro anos completos. Os restantes 18 governos foram interrompidos por diversas razões, como crises políticas, moções de censura, dissolução do parlamento e eleições antecipadas. Isso mostra uma instabilidade política preocupante que tem afetado o país ao longo dos anos.
No entanto, o governo liderado por António Costa conseguiu quebrar essa tendência e completar o seu mandato de quatro anos. Isso é um feito notável, considerando o histórico de instabilidade política em Portugal. O governo de Costa enfrentou muitos desafios durante o seu mandato, incluindo a crise dos refugiados, a crise financeira e a pandemia de COVID-19. No entanto, a sua liderança forte e a capacidade de formar alianças políticas permitiram que o governo superasse esses obstáculos e cumprisse o seu mandato até o fim.
Uma das principais razões para o sucesso do governo de António Costa foi a sua habilidade em formar alianças políticas com outros partidos. Ao contrário de muitos governos anteriores, que dependiam de uma maioria parlamentar própria, o governo de Costa foi formado através de uma aliança entre o Partido Socialista (PS), o Bloco de Esquerda (BE), o Partido Comunista Português (PCP) e o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV). Essa aliança permitiu que o governo tivesse uma maioria parlamentar estável e pudesse aprovar políticas importantes, mesmo com a oposição de outros partidos.
Outro fator importante para o sucesso do governo de Costa foi a sua capacidade de gerir a crise financeira e promover o crescimento económico. Quando assumiu o cargo em 2015, Portugal ainda estava a recuperar da crise financeira de 2008 e enfrentava altos níveis de desemprego e dívida pública. No entanto, o governo de Costa implementou políticas de estímulo económico e reformas estruturais que ajudaram o país a recuperar e a crescer. Em 2019, Portugal registou o maior crescimento económico em 19 anos e o desemprego atingiu o nível mais baixo em mais de uma década.
Além disso, o governo de Costa também se destacou na área social, com a implementação de políticas que visavam reduzir as desigualdades e promover a inclusão social. Por exemplo, o governo aumentou o salário mínimo nacional, introduziu medidas para combater a pobreza infantil e expandiu o acesso à educação e aos cuidados de saúde. Essas políticas tiveram um impacto positivo na vida dos portugueses e ajudaram a melhorar a qualidade de vida no país.
O sucesso do governo de António Costa também foi reconhecido internacionalmente. Em 2019, Portugal foi eleito o melhor destino turístico do mundo pelos World Travel Awards e foi considerado um dos países mais seguros e estáveis da Europa. Além disso, o país também recebeu


