A recuperação de 1,5 mil milhões de hectares de terras poderá desbloquear uma economia de restauração de um bilião de dólares, indica a ONU a propósito do Dia Mundial de Combate à Seca e à Desertificação.
No dia 17 de junho, é comemorado o Dia Mundial de Combate à Seca e à Desertificação, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar a população sobre a importância de preservar e recuperar as terras degradadas. Este ano, a ONU destaca um dado preocupante: cerca de 1,5 mil milhões de hectares de terras estão degradados em todo o mundo, representando um terço das terras aráveis do planeta.
A degradação da terra é um problema global que afeta diretamente a vida de milhões de pessoas e o meio ambiente. Segundo a ONU, a desertificação é definida como a degradação da terra nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas, resultante de vários fatores, incluindo as variações climáticas e as atividades humanas. A degradação da terra inclui problemas como a erosão do solo, a perda de biodiversidade e a redução da produtividade agrícola.
Em um cenário em que a população mundial continua a crescer, aumentando a demanda por alimentos, água e recursos naturais, é essencial encontrar soluções para combater a degradação da terra. E foi pensando nisso que a ONU lançou a iniciativa “Economia de Restauração” em 2011, que defende a recuperação de terras degradadas e a promoção do desenvolvimento econômico sustentável.
Segundo a ONU, a recuperação de 1,5 mil milhões de hectares de terras degradadas seria suficiente para gerar uma economia de restauração de um bilião de dólares. Isso significa que, ao investir em projetos de restauração de terras, é possível recuperar e preservar os recursos naturais, além de gerar empregos e renda para a população local.
A restauração de terras degradadas pode trazer diversos benefícios, tanto para o meio ambiente quanto para as comunidades locais. Entre eles, estão a recuperação de habitats naturais, a melhoria da qualidade do solo e da água, a proteção contra desastres naturais e a promoção da agricultura sustentável. Além disso, a economia de restauração também pode contribuir para o combate às mudanças climáticas, através da redução da emissão de gases de efeito estufa e do armazenamento de carbono no solo.
Um bom exemplo de como a restauração de terras pode impactar positivamente a vida das pessoas é o projeto “Great Green Wall” (Grande Muralha Verde, em português), que foi iniciado em 2007 e tem como objetivo plantar uma faixa de árvores de 8 mil quilômetros de comprimento e 15 quilômetros de largura ao longo do deserto do Saara, desde o Oceano Atlântico até o Mar Vermelho. Além de ajudar a combater a desertificação, o projeto também promove a agricultura sustentável, gera empregos e melhora a qualidade de vida das comunidades locais.
No entanto, é importante ressaltar que a restauração de terras degradadas não é uma tarefa fácil e requer a colaboração de todos. Governos, empresas, organizações da sociedade civil e a população em geral devem trabalhar juntos para implementar práticas sustentáveis e combater a degradação da terra.
Algumas medidas que podem ser adotadas para promover a economia de restauração incluem o investimento em tecnologias sustentáveis, a implementação de políticas de


