Em entrevista ao Lifestyle ao Minuto, a renomada dermatologista Beatriz Vilela aborda um tema preocupante: o aumento dos casos de cancro de pele em Portugal. Com o verão se aproximando, é importante discutir sobre os principais mitos e verdades em relação à doença, bem como a importância da prevenção e detecção precoce.
De acordo com a Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), o cancro de pele é o tipo mais comum de cancro no país, representando cerca de 25% de todos os casos de cancro diagnosticados. E, infelizmente, a incidência tem aumentado nos últimos anos, especialmente entre os jovens.
Segundo a Dra. Beatriz Vilela, há diversos fatores que contribuem para esse aumento. “O principal deles é a exposição excessiva ao sol sem proteção adequada. Muitas pessoas ainda acreditam que apenas a exposição em praias ou piscinas pode causar danos à pele, mas a verdade é que estamos expostos aos raios UV em todas as atividades ao ar livre, inclusive no dia a dia”, explica a médica.
E é justamente a falta de conhecimento sobre os riscos da exposição solar que leva ao surgimento de mitos em torno do cancro de pele. A Dra. Beatriz Vilela destaca alguns dos mais comuns:
Mito 1: Pele morena ou negra não precisa de proteção solar
Verdade: Embora a quantidade de melanina na pele possa fornecer alguma proteção natural contra os raios UV, é importante ressaltar que ninguém está totalmente imune ao cancro de pele. Além disso, pessoas com pele morena ou negra têm maior probabilidade de desenvolver outros tipos de cancro de pele, como o melanoma acral, que afeta principalmente as palmas das mãos e solas dos pés.
Mito 2: Só o uso de protetor solar é suficiente para prevenir o cancro de pele
Verdade: O protetor solar é um aliado importante na prevenção do cancro de pele, mas não é o único cuidado necessário. A exposição ao sol deve ser evitada nos horários de pico, entre 10h e 16h, e é fundamental usar acessórios de proteção, como chapéus e óculos escuros, além de buscar locais com sombra.
Mito 3: O uso de protetor solar impede a absorção de vitamina D
Verdade: A exposição solar é importante para a produção de vitamina D, mas isso pode ser feito de forma segura, evitando os horários de maior incidência de raios UV e utilizando o protetor solar adequadamente. Além disso, é possível obter vitamina D também a partir da alimentação e suplementação, se necessário.
É importante destacar que o cancro de pele não é exclusividade do verão. A exposição solar sem proteção deve ser evitada durante todo o ano, inclusive nos dias mais nublados. Além disso, a Dra. Beatriz Vilela ressalta que a doença também pode ser causada por outros fatores, como histórico familiar, uso de medicamentos específicos e exposição a determinados produtos químicos.
Por isso, é fundamental estar atento aos sinais do corpo e buscar ajuda médica caso haja alguma alteração na pele. “O cancro de pele pode se manifestar de diferentes formas, como manchas, lesões, pintas ou feridas que não cicatrizam. Por isso, é importante fazer uma avaliação periódica com um dermatologista”, alerta a médica.
Além disso, a detecção precoce é fundamental para o tratamento eficaz da doença. Quanto mais cedo o cancro de pele for diagnosticado, maiores são as chances de


