No último dia do Festival Correntes d’Escritas na Póvoa de Varzim, a renomada escritora portuguesa Dulce Maria Cardoso fez uma reflexão sobre a situação atual da arte e da literatura diante da complexidade do mundo. Em um momento em que Israel atacava o Irã, a autora lamentou a “incapacidade” dos criadores e o “circuito fechado” em que a arte e a literatura muitas vezes se encontram.
Em um discurso emocionante e provocativo, Dulce Maria Cardoso trouxe à tona uma questão importante: como a arte e a literatura podem lidar com os desafios e conflitos do nosso tempo? Em um mundo cada vez mais complexo e conturbado, é necessário que os criadores sejam capazes de refletir e se posicionar diante das questões que nos afetam.
A escritora ressaltou que muitas vezes os artistas e escritores se fecham em um circuito restrito, distantes da realidade e dos problemas que afetam a sociedade. E isso pode ser um grande obstáculo para a criação de obras que realmente dialoguem com o mundo e suas transformações.
No entanto, Dulce Maria Cardoso não se limitou a apontar os problemas, mas também trouxe uma mensagem de esperança e incentivo. Para ela, é preciso que os criadores sejam corajosos e se abram para a complexidade do mundo, para que possam criar obras que tenham um impacto real na sociedade.
A escritora também destacou a importância da diversidade e da inclusão na arte e na literatura. Segundo ela, é necessário que haja espaço para diferentes vozes e perspectivas, para que a arte possa refletir a riqueza e a complexidade da sociedade em que vivemos.
O Festival Correntes d’Escritas, que acontece anualmente na Póvoa de Varzim, é um importante espaço de diálogo e troca entre escritores de língua portuguesa. E o discurso de Dulce Maria Cardoso foi uma importante contribuição para a reflexão sobre o papel da arte e da literatura em um mundo cada vez mais conectado e desafiador.
Ao finalizar sua fala, a escritora fez um apelo para que os criadores sejam mais ousados e abertos às mudanças e transformações do mundo. Para ela, é preciso que a arte e a literatura sejam capazes de provocar, questionar e inspirar, sem medo de enfrentar as complicações e conflitos da realidade.
O discurso de Dulce Maria Cardoso foi um momento de reflexão e inspiração, que nos faz pensar sobre o papel da arte e da literatura na sociedade. E nos mostra que, mesmo diante de um mundo cada vez mais complicado, é possível criar obras que tragam luz e transformação para o nosso tempo.
Portanto, que possamos seguir o exemplo de Dulce Maria Cardoso e nos abrir para a complexidade do mundo, para que a arte e a literatura possam cumprir seu papel de transformação e diálogo com a sociedade. Pois, como a escritora bem disse, “o mundo é complexo, mas é nele que vivemos e é a ele que devemos responder”.



