Portugal é um país conhecido por sua beleza natural, sua rica história e sua cultura vibrante. No entanto, recentemente, o país tem sido destaque em uma estatística preocupante. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), Portugal é um dos nove países no mundo onde o risco de mortalidade materna não diminuiu entre 2000 e 2023. Enquanto em outros 35 países, houve uma redução de mais de 70%.
A mortalidade materna é definida como a morte de uma mulher durante a gravidez, parto ou até 42 dias após o término da gestação. É considerada uma das principais preocupações em saúde pública em todo o mundo. A OMS estima que a cada ano, cerca de 295.000 mulheres morrem de complicações relacionadas à gravidez e ao parto, sendo a maioria dessas mortes evitáveis.
Portugal tem sido elogiado por seus avanços em diversos setores, como turismo, tecnologia e economia. No entanto, a estagnação na redução da mortalidade materna é uma questão que precisa ser abordada com urgência. O país tem uma taxa de mortalidade materna de 7,1 a cada 100.000 nascidos vivos, o que é considerado alto em comparação com outros países desenvolvidos.
A OMS ressalta que a redução da mortalidade materna é um indicador importante do progresso de um país em relação à saúde materna e infantil. Além disso, é um reflexo da qualidade dos serviços de saúde disponíveis às mulheres. Segundo o relatório da organização, a maioria das mortes maternas é causada por complicações durante o parto, como hemorragia, infecções e pré-eclâmpsia. Essas complicações podem ser evitadas com cuidados apropriados durante a gravidez e o parto.
É importante destacar que Portugal tem um sistema de saúde público gratuito e de alta qualidade. As mulheres grávidas têm acesso a exames pré-natais, partos hospitalares e acompanhamento pós-parto. No entanto, a OMS aponta que é necessário um maior investimento em recursos humanos e infraestrutura de saúde para melhorar ainda mais os serviços de saúde materna e infantil.
Além disso, a falta de conscientização e educação sobre cuidados pré-natais e a importância do parto hospitalar também são fatores que contribuem para a mortalidade materna em Portugal. Muitas mulheres ainda optam por dar à luz em casa, sem a assistência de profissionais de saúde qualificados. Isso aumenta o risco de complicações e mortes maternas.
No entanto, apesar desses desafios, há motivos para acreditar que Portugal pode melhorar sua taxa de mortalidade materna. O país tem feito esforços significativos nos últimos anos para combater esse problema. Em 2018, foi criado o Programa Nacional de Saúde Materna e Obstétrica, que tem como objetivo melhorar a qualidade dos cuidados de saúde materna e infantil em todo o país.
Além disso, Portugal tem trabalhado em parceria com organizações internacionais, como a OMS, para implementar estratégias e programas que visam reduzir a mortalidade materna. Um exemplo disso é a iniciativa “Nascer Seguro”, que tem como objetivo garantir que todas as mulheres tenham acesso a cuidados de saúde seguros e de qualidade durante a gravidez e o parto.
Outro fator importante é o papel das parteiras na redução da mortalidade materna. Portugal tem uma tradição de parteiras que prestam assistência durante o parto em casa. No entanto, a profissão tem evoluído e hoje as parteiras são profissionais de saúde altamente qualificadas que trabalham em parceria com os médicos para oferecer cuidados pré-natais


