O relatório anual da Amnistia Internacional (AI) é uma ferramenta importante para monitorar os direitos humanos em todo o mundo. No seu último relatório, que abrange o período de 2024-2025, a AI destacou vários problemas persistentes em Portugal, incluindo relatos credíveis de tortura e maus-tratos nas prisões e a falta de acesso a habitação a preços acessíveis. No entanto, apesar desses desafios, o relatório também aponta para avanços significativos que o país tem feito em termos de direitos humanos.
Em relação à questão da tortura e maus-tratos nas prisões, a AI afirma que ainda existem relatos credíveis dessas práticas em Portugal. Isso é uma preocupação séria e deve ser abordada com urgência pelas autoridades competentes. A tortura e os maus-tratos não têm lugar em uma sociedade civilizada e é dever do Estado garantir que todos os cidadãos sejam tratados com dignidade e respeito, mesmo quando estão sob custódia.
É encorajador, no entanto, ver que o governo português tem tomado medidas para combater esse problema. Em 2024, foi adotada uma nova legislação que criminaliza a tortura e os maus-tratos, bem como outras formas de tratamento desumano e degradante. A AI incentiva as autoridades a garantir que essa legislação seja efetivamente aplicada e que os perpetradores sejam responsabilizados pelas suas ações. Além disso, é necessário investir em treinamento adequado para os funcionários do sistema prisional para que saibam como lidar com os detentos de forma respeitosa e humana.
Outro problema destacado no relatório é a falta de acesso à habitação a preços acessíveis. Isso é particularmente preocupante em um momento em que o país enfrenta uma crise habitacional. Muitas pessoas, especialmente as mais vulneráveis, estão lutando para encontrar um lugar para morar que seja adequado e a um preço razoável. A AI destaca que, apesar dos esforços do governo para aumentar a oferta de habitação social, ainda há muito a ser feito para garantir que todos tenham um lar digno.
É importante lembrar que o acesso à habitação é um direito humano fundamental e o Estado tem a responsabilidade de garantir que esse direito seja respeitado. O governo deve continuar a investir em políticas e programas que promovam a construção de habitação social e o acesso a aluguel acessível. Além disso, é necessário combater a especulação imobiliária que tem contribuído para o aumento dos preços dos imóveis e dificultado o acesso à habitação para muitas pessoas.
Apesar desses desafios, o relatório também destaca avanços significativos em Portugal em termos de direitos humanos. Um desses avanços é a legalização do aborto em 2024, que foi um marco importante na luta pelos direitos reprodutivos das mulheres. Além disso, o país também tem tomado medidas para combater a discriminação com base na orientação sexual e identidade de género. Em 2025, foi aprovada uma lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo e também permite a adoção por casais do mesmo sexo.
Esses avanços mostram que Portugal está a caminhar na direção certa em termos de respeito pelos direitos humanos. No entanto, ainda há muito a ser feito para garantir que esses direitos sejam plenamente respeitados e protegidos para todas as pessoas, independentemente de sua origem, género, orientação sexual ou status socioeconómico.
O relatório da Amnistia Internacional é uma ferramenta importante para identificar os problemas que precisam de atenção e também para reconhecer os progressos feitos em


