O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa, discursou hoje em Espinho, no distrito de Aveiro, onde abordou a questão dos salários e fez uma crítica aos que se recusam a aumentá-los. O líder comunista evitou fazer “piadolas” por estar na terra do presidente do PSD, Rui Rio, mas não resistiu a uma alusão ao “nheca nheca” para ilustrar a situação dos trabalhadores portugueses.
O discurso de Jerónimo de Sousa foi proferido durante a Festa do Avante, que decorre este fim de semana na Quinta da Atalaia, em Amora, no Seixal. No entanto, o líder comunista decidiu fazer uma pausa na sua agenda para marcar presença em Espinho, uma cidade que tem como presidente da câmara o social-democrata Joaquim Pinto Moreira, mais conhecido como Montenegro.
Apesar de estar na terra do líder da oposição, Jerónimo de Sousa não quis entrar em confronto político e optou por focar-se na questão dos salários. “Não vou fazer piadolas por estar na terra do Montenegro. Mas não posso deixar de falar do ‘nheca nheca’ que alguns querem impor aos trabalhadores portugueses”, afirmou o secretário-geral do PCP.
Com esta expressão, Jerónimo de Sousa referia-se à situação precária em que muitos trabalhadores se encontram, com salários baixos e condições de trabalho desfavoráveis. O líder comunista criticou aqueles que se recusam a aumentar os salários, afirmando que “não é aceitável que, numa altura em que a economia está a crescer, os trabalhadores continuem a receber salários de miséria”.
Para Jerónimo de Sousa, é necessário que haja uma mudança de paradigma na política económica do país, de forma a garantir que os trabalhadores sejam valorizados e tenham condições dignas de trabalho. “Não podemos continuar a aceitar que os lucros das empresas aumentem, enquanto os salários dos trabalhadores estagnam”, afirmou o líder comunista.
O secretário-geral do PCP defendeu ainda a necessidade de se aumentar o salário mínimo nacional para 850 euros, uma reivindicação que tem sido uma das bandeiras do partido. “Não é aceitável que o salário mínimo continue a ser uma esmola, que não permite aos trabalhadores viver com dignidade”, afirmou Jerónimo de Sousa.
O discurso de Jerónimo de Sousa foi aplaudido pelos presentes, que se mostraram solidários com as reivindicações do líder comunista. Muitos trabalhadores presentes na Festa do Avante partilham as mesmas preocupações e lutam diariamente por melhores condições de trabalho e salários mais justos.
No entanto, Jerónimo de Sousa alertou para a necessidade de se manter a luta e a mobilização dos trabalhadores, pois “nada é dado de mão beijada”. O líder comunista sublinhou que é preciso continuar a pressionar o Governo e as entidades patronais para que sejam tomadas medidas que garantam uma vida digna para todos os trabalhadores.
O discurso de Jerónimo de Sousa em Espinho foi mais uma demonstração da preocupação do PCP com as questões laborais e sociais. O partido tem sido uma voz ativa na defesa dos direitos dos trabalhadores e na luta contra a precariedade e a exploração laboral.
No final do seu discurso, Jerónimo de Sousa deixou uma mensagem de esperança e motivação para os trabalhadores portugueses. “Não podemos desistir da luta por uma vida melhor. Juntos, podemos alcanç


