Hoje, Margot Friedländer deveria ter recebido uma das mais altas condecorações alemãs, das mãos do chefe de Estado, Frank-Walter Steinmeier. Uma honra mais do que merecida para uma mulher que sobreviveu ao Holocausto e dedicou sua vida a promover a paz e a tolerância.
Aos 99 anos de idade, Margot Friedländer é um exemplo de resiliência e força. Nascida em Berlim, em 1921, ela viu sua vida mudar drasticamente com a ascensão do regime nazista. Como muitos judeus, ela foi perseguida e teve que fugir para sobreviver. Mas, ao contrário de muitos, ela conseguiu escapar da morte e construir uma nova vida.
Após a Segunda Guerra Mundial, Margot se mudou para os Estados Unidos, onde se casou e teve filhos. Mas nunca esqueceu suas raízes e sua história. Em 2000, ela retornou à Alemanha e se tornou uma das fundadoras da “Associação para a Promoção da Educação e da Tolerância”, que tem como objetivo educar as gerações mais jovens sobre o Holocausto e promover a tolerância e o respeito às diferenças.
Ao longo dos anos, Margot tem viajado por toda a Alemanha, compartilhando sua história e sua mensagem de paz. Ela tem sido uma voz ativa na luta contra o antissemitismo e o racismo, e tem inspirado muitas pessoas com sua coragem e determinação.
Por isso, é com grande tristeza que recebemos a notícia de que Margot Friedländer não poderá receber a condecoração que lhe é devida hoje. Devido à pandemia de COVID-19, a cerimônia foi adiada e ainda não há uma nova data definida. Mas isso não diminui em nada a importância e o significado dessa homenagem.
Margot Friedländer é um símbolo de esperança e de resistência. Sua história é um lembrete de que, mesmo nos momentos mais sombrios, é possível encontrar forças para seguir em frente e fazer a diferença. Ela é um exemplo de como o amor e a compaixão podem superar o ódio e a intolerância.
Ao conceder a Margot Friedländer uma das mais altas condecorações alemãs, o governo reconhece sua contribuição para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. E, mais do que isso, honra todos aqueles que lutaram e sofreram durante o Holocausto.
É importante lembrar que, apesar de terem se passado mais de 75 anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial, ainda há muito a ser feito para combater o preconceito e a discriminação. A história de Margot Friedländer é um lembrete de que não podemos nos esquecer do passado e que é nosso dever lutar por um futuro melhor.
Por isso, é com grande expectativa que aguardamos o dia em que Margot Friedländer finalmente receberá a condecoração que lhe é devida. Que esse momento seja um símbolo de esperança e de renovação, e que inspire a todos a seguirem o exemplo de Margot em sua luta pela paz e pela tolerância.
Em nome de todos os alemães, agradecemos a Margot Friedländer por sua coragem, sua dedicação e sua mensagem de amor e compaixão. Que sua história continue a ser contada e que sua voz continue a ser ouvida por muitas gerações. E que sua condecoração seja um lembrete de que nunca é tarde para reconhecer e honrar aqueles que fizeram a diferença em nossas vidas.


