O secretário-geral do Partido Socialista (PS), António Costa, fez duras críticas à aliança entre o Partido Social Democrata (PSD) e o partido de extrema-direita Chega no parlamento português. Em causa está a votação apressada das alterações à lei da nacionalidade e imigração, que, segundo Costa, prejudica a imagem de Portugal e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Em declarações à imprensa, António Costa afirmou que a aliança entre PSD e Chega é “espúria” e que esta união é um “péssimo serviço à CPLP”. O líder do PS referia-se à votação que aconteceu no parlamento, onde os dois partidos se uniram para aprovar alterações à lei da nacionalidade e imigração, que facilitam a expulsão de imigrantes em situação irregular e dificultam a aquisição da nacionalidade portuguesa.
Para António Costa, esta aliança entre PSD e Chega é uma manobra política que visa agradar a uma parte do eleitorado, mas que tem consequências graves para a imagem de Portugal e para as relações com os países da CPLP. O secretário-geral do PS lembrou que Portugal é um país de emigrantes e que a CPLP é uma comunidade que tem como um dos seus pilares a livre circulação de pessoas entre os países membros.
Além disso, António Costa criticou o primeiro-ministro, Rui Rio, por permitir esta aliança com o Chega e por não ter tido uma posição mais firme em relação às alterações à lei da nacionalidade e imigração. Para o líder do PS, Rui Rio está a colocar os interesses políticos à frente dos interesses do país e da CPLP.
As alterações à lei da nacionalidade e imigração foram aprovadas com os votos a favor do PSD, Chega e Iniciativa Liberal, e com a abstenção do CDS-PP. O PS, Bloco de Esquerda, Partido Comunista Português e Partido Ecologista “Os Verdes” votaram contra as alterações.
Esta aliança entre PSD e Chega tem gerado polémica e críticas por parte de várias entidades e organizações, incluindo a Amnistia Internacional e a Plataforma de Apoio aos Refugiados. Estas organizações consideram que as alterações à lei da nacionalidade e imigração vão contra os direitos humanos e a dignidade das pessoas.
O secretário-geral do PS reforçou que o partido vai continuar a lutar contra estas alterações e a defender os valores da igualdade, da inclusão e da solidariedade. António Costa afirmou que o PS vai apresentar uma proposta de revogação das alterações à lei da nacionalidade e imigração e que conta com o apoio dos restantes partidos de esquerda.
O líder do PS apelou ainda ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para que vete as alterações à lei da nacionalidade e imigração, caso estas sejam aprovadas no parlamento. António Costa lembrou que o Presidente tem o poder de veto e que este é um momento crucial para defender os valores fundamentais do país.
Em conclusão, as críticas do secretário-geral do PS à aliança entre PSD e Chega são justificadas e necessárias. Esta união política é uma ameaça aos valores democráticos e aos direitos humanos e prejudica a imagem de Portugal e das relações com os países da CPLP. O PS continuará a lutar contra estas alterações e a defender os valores da igualdade, da inclusão e da solidariedade. É importante que todos os partidos e entidades se unam nesta luta e que o Presidente da Rep


