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EUA decidem quarta sobre tarifas ao Brasil; Lula aguarda dimensão

EUA decidem quarta sobre tarifas ao Brasil; Lula aguarda dimensão
Fonte: g1.globo.com/politica/noticia/2026/07/13/eua-decidem-na-quarta-sobre-tarifaco-ao-brasil-governo-lula-aguarda-dimensao-da-decisao-para-calibrar-reacao.ghtml

A decisão das tarifas americanas chega nesta quarta

O Palácio do Planalto mantém expectativa aguardada para este 15 de janeiro, quando os Estados Unidos definirão a aplicação das novas tarifas EUA Brasil. A administração de Luiz Inácio Lula da Silva trabalha com a dimensão exata do anúncio para formular sua estratégia de resposta ao governo Donald Trump, que anunciou alíquotas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado americano.

A possibilidade das tarifas EUA Brasil entrarem em vigor representa um novo capítulo na escalada comercial entre os dois países. Nos últimos meses, a Casa Branca apresentou uma série de investigações relacionadas a temáticas distintas, desde questões ambientais até regulamentações econômicas, utilizando essas justificativas como base legal para as medidas protecionistas.

Cronologia das medidas impostas pelos americanos

Em 1º de junho do ano anterior, o presidente americano propôs a primeira onda de tarifas EUA Brasil, fixando alíquota de 25% sobre mercadorias brasileiras. Essa ação veio acompanhada de investigações que abordaram diferentes aspectos, incluindo desmatamento irregular na Amazônia, questões relacionadas a direitos de propriedade intelectual e operações envolvendo o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro.

No dia seguinte a esse anúncio inicial, Trump apresentou uma segunda rodada de medidas, instituindo taxas adicionais de 12,5% para 60 países, alegando insuficiência no combate ao trabalho forçado. O Brasil integrou essa lista expandida de nações afetadas pelas novas sobretaxas. Em ambas as circunstâncias, a administração americana incluiu extensas listas de exceções, buscando mitigar o impacto nos preços praticados no mercado doméstico americano.

Cenário provável: confirmação das tarifas

Os núcleos técnicos e políticos brasileiros trabalham com a hipótese mais provável de que as tarifas EUA Brasil serão de fato implementadas. Essa avaliação ganhou força após declarações recentes de Jamieson Greer, representante do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, sinalizando que brasileiros e americanos continuam distantes de um acordo comercial que pudesse evitar as medidas.

No entanto, diplomatas brasileiros identificam uma possível abertura: o Departamento de Estado norte-americano poderia ampliar a lista de exceções na decisão relativa aos 25%, reduzindo o escopo das tarifas EUA Brasil em sua aplicação prática. Essa manobra permitiria que Trump mantivesse sua postura de confronto comercial sem prejudicar excessivamente seus aliados políticos e empresários americanos.

Pressão de empresas americanas

Corporações norte-americanas dependentes de insumos brasileiros intensificaram suas manifestações junto às autoridades de Washington. O Ministério das Relações Exteriores brasileiro documentou 43 empresas e associações comerciais americanas solicitando a exclusão de produtos brasileiros das listas de sobretaxas. Essas entidades argumentam que não possuem fornecedores alternativos no mercado doméstico americano, tornando a importação de produtos brasileiros indispensável para suas operações.

Essa mobilização do setor privado americano representa um contrapeso significativo à estratégia protecionista da Casa Branca, ainda que sua efetividade na alteração da decisão final permaneça incerta.

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