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PF e PGR desmentem financiamento de documentário

Autoridades desmentindo alegações sobre investimento em filme

A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) refutaram, na manhã de sexta-feira, as informações veiculadas pela imprensa acerca de um suposto financiamento documentário Lula realizado por Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. Segundo as duas instituições, o banqueiro não teria mencionado tal investimento durante as negociações de colaboração premiada, nem apresentado documentação relacionada.

As declarações oficiais vieram em resposta a uma matéria jornalística que sugeria a existência de áudios nos quais Vorcaro confirmaria ter custeado a produção cinematográfica dirigida por Oliver Stone. O financiamento documentário sobre a vida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria sido incluído, conforme a publicação, nos anexos da proposta de delação do ex-banqueiro.

Posicionamento da Polícia Federal sobre o caso

Em comunicado oficial, a Polícia Federal esclareceu que Daniel Vorcaro não realizou qualquer depoimento contendo o teor descrito nas reportagens. Além disso, a instituição afirmou que o ex-dono do Banco Master não entregou documentos, anexos ou informações relacionados ao tema investigado.

A PF também informou que as propostas de colaboração premiada apresentadas pela defesa de Vorcaro não foram aceitas devido ao não cumprimento de requisitos legais estabelecidos. Esta decisão, conforme comunicado, foi fundamentada e do conhecimento da defesa técnica do investigado.

Complementando sua nota, a Polícia Federal revelou o recebimento de uma notícia-crime encaminhada pelo grupo Prerrogativas, solicitando investigação urgente dos fatos relacionados à publicação em questão. O expediente foi direcionado à área técnica para adoção das providências de polícia judiciária cabíveis no caso.

Resposta da Procuradoria-Geral da República

A Procuradoria-Geral da República também divulgou comunicado oficial negando as alegações. De acordo com o órgão, todas as tratativas de colaboração premiada envolvendo Daniel Vorcaro foram mediadas exclusivamente pelos advogados contratados pelo investigado, sem participação direta do ex-banqueiro em conversas com representantes do Ministério Público Federal.

A PGR informou que não houve depoimento oral de Vorcaro precisamente porque a proposta de delação foi rejeitada. Os motivos da recusa foram expostos à defesa técnica do banqueiro. A Procuradoria ressaltou ainda seu compromisso com o sigilo legal que recobre os procedimentos de colaboração premiada.

Transparência e conformidade legal

Conforme a PGR, todas as propostas formalizadas pela defesa foram recebidas na forma como foram livremente elaboradas, sem recusas ou julgamentos prévios. Não houve qualquer interlocução direta entre o senhor Vorcaro e representantes da Procuradoria-Geral da República durante as negociações.

Manifestação da defesa de Vorcaro

Os advogados de Daniel Vorcaro também se posicionaram publicamente sobre a controvérsia. A defesa repudia a divulgação de supostos anexos relacionados às tratativas de colaboração premiada que não foi finalizada.

Os representantes legais do ex-banqueiro não confirmam o conteúdo de qualquer material divulgado, ressaltando que a origem, autenticidade e integridade desses documentos não são reconhecidas. Segundo a defesa, o material preliminar da colaboração foi disponibilizado apenas a um número restrito de autoridades que possuem dever legal de confidencialidade.

A defesa reitera que Daniel Vorcaro não prestou depoimento algum à PF ou à PGR durante as tratativas de colaboração premiada. Apesar da rejeição da proposta, a defesa mantém que o ex-banqueiro possui informações relevantes e segue disponível para contribuir com as autoridades competentes.

Ação da Advocacia-Geral da União

A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou, no período da tarde, que solicitará direito de resposta e retificação das informações divulgadas, sem descartar outras medidas legais. O órgão, que representa juridicamente o governo federal, iniciou a ação após solicitações da Casa Civil e do Ministério da Saúde.

O direito de resposta é um instrumento legal previsto na Lei nº 13.188/2015 que permite a uma pessoa ou instituição contestar informações divulgadas por veículos de comunicação que considere ofensivas ou inverídicas.

Contexto do documentário sobre Lula

O documentário dirigido por Oliver Stone sobre a vida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi lançado em maio de 2024, após processo de produção que ocorreu entre 2022 e 2023. O filme abordou aspectos significativos da trajetória política e pessoal do chefe do Poder Executivo.

As alegações sobre um possível financiamento documentário por Daniel Vorcaro surgiram apenas recentemente, gerando resposta coordenada das instituições públicas federais envolvidas em investigações relacionadas ao ex-banqueiro.

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