PSB oficializa França como vice de Haddad e lança Tebet ao Senado

PSB confirma candidaturas para eleições de 2026
O Partido Socialista Brasileiro realizou sua convenção estadual na noite de sexta-feira na Assembleia Legislativa de São Paulo, consolidando as principais candidaturas para as eleições de 2026. Durante o evento, o PSB vice de Haddad foi oficialmente confirmado, selando a aliança entre as duas legendas para a disputa pelo governo estadual.
Márcio França confirmado como vice na chapa
O ex-ministro Márcio França foi ratificado pelo Diretório Estadual do PSB como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores. A decisão consolida uma parceria estratégica entre os dois partidos, que buscam unificar forças para disputar o cargo máximo do executivo paulista.
França, que já ocupou importantes posições na administração pública, representará o PSB na vice-presidência da chapa petista, trazendo sua experiência política para fortalecer a candidatura conjunta.
Simone Tebet lançada candidata ao Senado Federal
Além da confirmação de França, o partido anunciou o lançamento de Simone Tebet como candidata a uma das duas cadeiras do Senado Federal por São Paulo. A decisão marca o posicionamento estratégico do PSB no cenário político estadual, com a escolha de nomes de relevância nacional para fortalecer sua representação.
A outra vaga para o Senado permanecerá com apoio da legenda à candidatura de Marina Silva, filiada à Rede, ampliando a frente política que se forma para as próximas eleições.
Candidaturas para Câmara Federal e Assembleia Legislativa
Na convenção do PSB, foram também anunciadas as candidaturas de 71 concorrentes para as vagas de deputado federal e 86 postulantes às posições de deputado estadual. A estratégia eleitoral do partido contempla uma atuação abrangente em todos os níveis de representação política.
Presença de autoridades durante a convenção
O evento contou com a participação de diversas personalidades políticas de destaque. Estiveram presentes Fernando Haddad, Márcio França, Simone Tebet, Marina Silva e Geraldo Alckmin, vice-presidente da República em exercício e candidato à reeleição ao cargo pela chapa de Luiz Inácio Lula da Silva.
Também participaram parlamentares filiados ao PSB, como os deputados federais Tabata Amaral e Jonas Donizette, além dos deputados estaduais Andrea Werner, Marina Helou, Valdomiro Lopes e Caio França, que exerce a presidência estadual da legenda.
Papel estratégico de Alckmin na campanha
Durante as discussões na convenção, políticos destacaram a importância da participação de Geraldo Alckmin como ex-governador de São Paulo com avaliação positiva junto ao eleitorado. Haddad ressaltou que Alckmin é um parceiro leal que contribuirá significativamente para a campanha.
"Como participou em 2022, um homem quatro vezes governador, bem avaliado, uma pessoa sensata e democrática. É um parceiro leal. Acho que nós temos muito a contribuir com o estado de São Paulo", afirmou Haddad sobre a relevância de contar com Alckmin durante a campanha eleitoral.
Estratégia de atuação da frente política ampla
Simone Tebet explicou como a frente ampla pretende atuar durante o período eleitoral, destacando a divisão de responsabilidades entre os candidatos de acordo com seus perfis políticos. Segundo Tebet, a estratégia permite que diferentes segmentos do eleitorado sejam alcançados por representantes que melhor se conectem com suas demandas específicas.
"Vamos rodar o interior com vários braços e várias pernas. Em determinados momentos estaremos juntos, em determinados momentos cada um com seu perfil. Esta frente ampla permite que uns falem com evangélicos, outros falem com agronegócio, alguns com agricultura familiar, outros com setor produtivo", explicou Tebet sobre a dinâmica da campanha.
Disponibilidade de Alckmin durante a campanha
Márcio França abordou a questão da participação de Alckmin de forma mais pragmática, considerando as responsabilidades do vice-presidente com a administração federal. Segundo França, a contribuição de Alckmin ocorrerá nos momentos em que sua agenda permitir.
"Só em final de semana, horário de almoço, de jantar, se ele tirar férias também", comentou França, reconhecendo as limitações de agenda do vice-presidente. O ex-ministro também fez uma observação característica sobre os hábitos de Alckmin, afirmando que raramente o político se afasta de suas funções para descanso.
